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NO MEU QUINTAL TINHA UM RIO

Antes de ser chamado de problema, o Rio Maranguapinho já foi caminho. A vida passava, histórias se encontravam e a comunidade aprendeu a construir seus dias às margens de uma água que leva lembranças.

 

Com o passar dos anos, a relação entre rio e território foi mudando. As margens que guardam memórias também passaram a conviver com as marcas das transformações urbanas. Vieram as enchentes, as dificuldades e as mudanças que chegam ao bairro e reorganizam a vida de quem sempre esteve ali.

 

No Genibaú, o Maranguapinho faz parte da paisagem e da história de quem cresceu ao seu redor. Ele aparece nas lembranças de outros tempos, nas histórias das famílias, nas práticas de fé e também nos desafios enfrentados diariamente por quem vive próximo às suas águas.

 

Ao construir este projeto, buscamos olhar para o rio para além dos estigmas que costumam atravessar territórios como esse. Mas olhar com cuidado não significa romantizar. O Maranguapinho também é uma realidade difícil para quem convive com ele todos os dias. A poluição, as enchentes e a ausência de soluções que acompanham as necessidades da comunidade revelam um cenário marcado pelo abandono e pelas consequências de escolhas urbanas que recaem, principalmente, sobre quem mora às suas margens.

 

Para compreender essas histórias, escolhemos fazer uma apuração in lócus. Estivemos presentes no território, caminhando pelas ruas, observando a rotina e encontrando moradores no movimento cotidiano do bairro. Muitas das conversas nasceram desse encontro, do antigo flanar e de estar disponível para ouvir quem estava ali. Mais do que uma escolha metodológica, a presença em campo também se mostrou necessária.

 

Ao percorrer as comunidades, ouvir moradores e acompanhar as mudanças que atravessam o território, encontramos um rio que não é apenas cenário, mas personagem. Ele guarda histórias de pertencimento, resistência e transformação, mas que também revela desigualdades e as marcas deixadas pela cidade.

 

Em três reportagens e uma crônica, mergulhamos nas diferentes formas de relação com o Maranguapinho: as famílias que enfrentam processos de realocação, as manifestações de fé que encontram força nas margens, os impactos da poluição e as memórias de um tempo em que a relação com o rio era outra.

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Porque, antes de ser visto apenas como parte do problema urbano, o Maranguapinho é também parte da história de um território e das pessoas que construíram suas vidas ao redor dele.

NOSSA Equipe

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CLARA KLINK

Repórter "A Casa Cabe no Projeto?" e Suporte Técnico

Imagem do WhatsApp de 2025-02-26 à(s) 22.avif

Isabella Pascoal

Repórter "Quatro Décadas à Beira do Rio", Editoral e Edição de Texto

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GRASIELER MARTINS

Direção de Fotografia e Crônista "Cosmologias do Nascimento de um Rio"

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XAIO MAR 

Projeto Web, Gráfico e Repórter "A Fé Deságua em Todos, Menos no Canal"

Esse é um produto da disciplina Laboratório de Jornalismo II do curso de Jornalismo da UFC


Orientação: prof. Edgard Patrício | Semestre 2026.1

Curso de Jornalismo da UFC

​Avenida da Universidade, 2762, Benfica, Fortaleza - Ceará CEP 60020-180​

E-mail: coordenacaojornalismo@ufc.br

jornalismo.ufc.br

ufc.br

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